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Notícias sobre transporte 04/12/2008
  • Porto de Itajaí e gasoduto voltam a operar em até 20 dias

    Porto de Itajaí e gasoduto voltam a operar em até 20 dias

    04/12/2008

    O porto de Itajaí e o trecho catarinense do Gasoduto Brasil-Bolívia, atingidos pelas enchentes em Santa Catarina, devem voltar a operar em no máximo 20 dias. As estimativas foram feitas ontem pelos ministros Pedro Britto (Secretaria Especial dos Portos) e Edison Lobão (Minas e Energia).

    Segundo Britto, a prioridade na recuperação do porto será a dragagem da área. Ele acredita que, em no máximo 20 dias, o porto volte a operar. O governo já anunciou que vai liberar R$ 350 milhões para as obras de recuperação. " O problema mais urgente é fazer a dragagem do canal de aproximação. Esperamos que entre 15 e 20 dias o porto comece a operar " , afirmou. O ministro disse que em até três meses o porto estará funcionando com plena capacidade.

    O gasoduto Bolívia-Brasil, por outro lado, deve ser reparado em duas semanas, segundo Lobão. O ministro disse que o Estado não está recebendo entre 2 e 4 milhões de metros cúbicos de gás. Dezenas de caminhões levam gás para o local diariamente. A tubulação da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) está rompida desde 23 de novembro, prejudicando o envio de gás para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    As obras do gasoduto, depois de suspensas por um dia por determinação da Defesa Civil, serão retomadas hoje. Em Santa Catarina, o fornecimento foi interrompido para cerca de 140 indústrias e 80 postos de gás natural veicular (GNV). No Rio Grande do Sul, o gás deixou de chegar a 87 indústrias, incluindo uma refinaria da Petrobras e 59 postos de GNV.

    De acordo com a TBG, até a interrupção dos trabalhos, a empresa já tinha concluído a preparação do terreno e três tubos estavam prontos para serem soldados. Com a interdição, equipamentos ficaram no local esperando a liberação. Antes da interdição do local, a empresa previa a conclusão das obras em 15 de dezembro. Como alternativa, parte da indústria dos Estados está usando GLP (gás de cozinha), que precisa ser transportado por caminhão e tem maior custo, diz o presidente da SCGás (companhia de gás catarinense), Ivan Ranzolin.

    O setor residencial e comercial de Santa Catarina pode ser abastecido por mais 25 ou 30 dias com o gás que ainda resta nas tubulações, afirma Ranzolin . Após esse prazo, o Vale do Itajaí e todo o Sul do Estado devem ficar sem abastecimento de gás natural.

    Segundo boletim divulgado ontem pela Defesa Civil, o número de desalojados e desabrigados no Estado começa a diminuir e 9.587 pessoas já retornaram para suas casas. De acordo com o órgão, o número de pessoas desalojadas ou desabrigadas caiu de 78.701 para 69.114. Desse total, 21.219 estão desabrigados (dependem de abrigos) e 47.895 estão desalojados (hospedados nas casas de familiares e amigos). As chuvas provocaram 116 mortes e deixaram 31 pessoas desaparecidas.

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou recomendação para que todos os recursos oriundos de cobranças judiciais em Santa Catarina, como multas, sejam remetidos ao Fundo de Defesa Civil. A idéia é que os recursos sejam revertidos em projetos de reconstrução do Estado especialmente nos municípios atingidos pelas enchentes.

    Fonte: O Globo

  • Estradas federais continuam bloqueadas em SC

    Estradas federais continuam bloqueadas em SC

    03/12/2008

     Em razão das fortes chuvas que levaram o caos a boa parte do Estado catarinense, algumas rodovias federais que passam por Santa Catarina continuam interditadas parcialmente ou por completo em vários trechos, segundo informações da 8ª Superintendência do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF).

    BR-101 - Tráfego segue apenas por meia pista na altura do km 13, em Garuva, onde houve uma queda de barreira. Está liberada uma faixa no sentido sul e uma faixa no sentido. Em Palhoça, ocorrem obras de recapeamento. Por isso, o motorista encontra tráfego alternado entre os kms 222 e 237, inclusive aos finais de semana. A previsão é de que o recapeamento termina dia 19.

    Por causa de desmoronamento de pista, a rodovia está completamente bloqueada nos kms 41, 44 e 46, em Gaspar. A alternativa para veículos de passeio também é a SC-470. No km 47, ainda em Gaspar, houve uma queda de barreira e interdição total da pista, mas não há alternativa neste trecho para os motoristas.

    No km 47,8, a pista cedeu e o tráfego segue por apenas uma das faixas, com alternativa de desvio também pela rodovia Jorge Lacerda (SC-470). No km 63, em Blumenau, e no km 86, em Rodeio, a pista também cedeu e o tráfego segue por apenas uma faixa de rolamento, com trânsito alternado.

    BR-282 - Tráfego segue por apenas meia pista na altura do km 31, em Águas Mornas, em razão de queda parcial da pista. Somente passam pelo local veículos de até 20 toneladas. Nos kms 33 e 34, ainda em Águas Mornas, quedas de barreiras deixam meia pista bloqueada. O desvio ocorre no mesmo local. Na altura do km 79, em Rancho Queimado, pelo mesmo motivo os carros utilizam somente meia pista. O motorista deve redobrar a atenção neste trecho segundo a Polícia Rodoviária Federal.

    BR-470 - A mais prejudica pelas chuvas. Há uma interdição total no km 14,9, em Navegantes, por causa de queda de barreira. A alternativa para o motorista de veículo de passeio é utilizar a SC-470 (rodovia Jorge Lacerda), acessando-a na altura do km 117,2 da BR-101.

    Fonte: Estadão.com.br

  • stradas federais continuam bloqueadas em SC

    stradas federais continuam bloqueadas em SC

    03/12/2008

     Em razão das fortes chuvas que levaram o caos a boa parte do Estado catarinense, algumas rodovias federais que passam por Santa Catarina continuam interditadas parcialmente ou por completo em vários trechos, segundo informações da 8ª Superintendência do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF).

    BR-101 - Tráfego segue apenas por meia pista na altura do km 13, em Garuva, onde houve uma queda de barreira. Está liberada uma faixa no sentido sul e uma faixa no sentido. Em Palhoça, ocorrem obras de recapeamento. Por isso, o motorista encontra tráfego alternado entre os kms 222 e 237, inclusive aos finais de semana. A previsão é de que o recapeamento termina dia 19.

    Por causa de desmoronamento de pista, a rodovia está completamente bloqueada nos kms 41, 44 e 46, em Gaspar. A alternativa para veículos de passeio também é a SC-470. No km 47, ainda em Gaspar, houve uma queda de barreira e interdição total da pista, mas não há alternativa neste trecho para os motoristas.

    No km 47,8, a pista cedeu e o tráfego segue por apenas uma das faixas, com alternativa de desvio também pela rodovia Jorge Lacerda (SC-470). No km 63, em Blumenau, e no km 86, em Rodeio, a pista também cedeu e o tráfego segue por apenas uma faixa de rolamento, com trânsito alternado.

    BR-282 - Tráfego segue por apenas meia pista na altura do km 31, em Águas Mornas, em razão de queda parcial da pista. Somente passam pelo local veículos de até 20 toneladas. Nos kms 33 e 34, ainda em Águas Mornas, quedas de barreiras deixam meia pista bloqueada. O desvio ocorre no mesmo local. Na altura do km 79, em Rancho Queimado, pelo mesmo motivo os carros utilizam somente meia pista. O motorista deve redobrar a atenção neste trecho segundo a Polícia Rodoviária Federal.

    BR-470 - A mais prejudica pelas chuvas. Há uma interdição total no km 14,9, em Navegantes, por causa de queda de barreira. A alternativa para o motorista de veículo de passeio é utilizar a SC-470 (rodovia Jorge Lacerda), acessando-a na altura do km 117,2 da BR-101.

    Fonte: Estadão.com.br

  • Santa Catarina

    Hospital de campanha da FAB começa a atender flagelados.

    Santa Catarina

    01/12/2008

    A Força Aérea Brasileira (FAB) coloca em funcionamento, a partir de hoje (1º), um hospital de campanha para atender aos moradores do Alto Vale do Itajaí, região castigada por enchentes em Santa Catarina. A estrutura foi montada próximo ao Aeroporto de Itajaí e visa a evitar uma possível calamidade na saúde pública, já que até agora existem registros de 21 casos suspeitos de leptospirose.

    O Hospital da Aeronáutica tem capacidade para atender 400 pessoas por dia e conta com clínico geral, cirurgião-geral, ortopedista, cirurgião buco-maxilar, ginecologista, anestesista e pediatra. São 14 médicos, um dentista, três enfermeiros e 18 auxiliares. O hospital funcionará das 8h às 16h por meio de parceria entre os Ministérios da Saúde e da Defesa.

    Fonte: Agência Brasil

  • Floresta amazônica perdeu 11.968 km² em um ano, aponta Inpe

    Floresta amazônica perdeu 11.968 km² em um ano, aponta Inpe

    28/11/2008

    A Amazônia Legal sofreu um desmatamento de 11.968 km² entre agosto de 2007 e julho de 2008, segundo dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (28). A margem de erro, segundo o instituto, é de 5% para cima ou para baixo. Anual, o Prodes é o sistema mais detalhado de monitoramento de desmatamento.

    A área medida se refere somente ao desmatamento por corte raso, ou seja, o estágio final de devastação em que o solo já foi tomado por vegetação de pastagem. No ano anterior (agosto de 2006 a julho de 2007), foram 11.532 km², o que, segundo o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, aponta uma estabilização do ritmo da devastação. ?Estatisticamente, estamos no mesmo patamar de 2007?, disse.

    O diretor se mostrou satisfeito com o resultado, pois a expectativa era de um aumento da devastação. ?Temos motivos para ficar aliviados por o desmatamento ter se estabilizado?, afirmou Câmara.

    O monitoramento de queimadas, outro sistema do Inpe, dava fortes indicativos desse aumento pois, na comparação dos períodos de agosto de 2006 a julho de 2007 e agosto de 2007 a julho de 2008, houve aumento de mais de 50% na quantidade de focos de incêndio. As queimadas, explicou Câmara, são um indicativo de degradação da floresta que pode resultar em corte raso. ?Havia uma tendência de recrudescimento do desmatamento que não aconteceu por uma combinação de medidas coercitivas do governo e pressões de mercado?, analisou o diretor do Inpe.

    Na análise por estado, o Pará aparece como campeão de desmatamento, com 5.180 km² perdidos. Ainda assim, em comparação com os dados 2006-2007, quando se registraram 5.425 km², houve uma redução de 4,5%.

    Fonte: Globo Amazônia

  • Preço baixo do petróleo ameaça refinarias

    Preço baixo do petróleo ameaça refinarias

    21/11/2008

    O preço do barril de petróleo intermediário do Texas (WTI, leve), de referência nos Estados Unidos, caiu ontem 6,9% e ficou abaixo de US$ 50, devido à queda da demanda. A redução de 65% desde julho do ano passado, quando o barril chegou a superar os US$ 146, deverá prejudicar os investimentos da Petrobras, inclusive em refinarias e na camada pré-sal, se mantiver o patamar tão baixo, de acordo com especialistas entrevistados pelo JB.

    Rafael Schechtman, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), acredita que a estatal terá de fazer cortes profundos nos investimentos com a diminuição da receita nos próximos meses.

    ? A companhia deverá adiar os planos sobre as cinco refinarias que seriam construídas nos próximos anos e cujos custos chegam a US$ 40 bilhões ? prevê. ? A Petrobras deverá se concentrar mais na área de exploração e produção. Os investimentos da camada pré-sal não deverão sofrer muitos cortes, pois o grosso deverá acontecer em 2012.

    De acordo com ele, assim como as outras bolhas estouraram, chegou a vez da bolha do petróleo.

    ? No passado, o valor freava o crescimento da economia mundial. No presente, não influenciou o movimento da economia e a demanda continuava aquecida. A tendência do preço petróleo era desesperadora se não houvesse o estouro da bolha ? contou.

    David Zylbersztain, especialista em energia, disse que não tem dúvidas que o cenário atual vai influenciar nos projetos da estatal.

    ? É inevitável. Os investimentos são baseados nas receitas. Seria passar dos limites do bom senso dizer que a companhia não será afetada, um absurdo total. Inclusive a camada pré-sal ? ressaltou.

    Com relação à questão geopolítica, Zylbersztain disse que os alguns países sofrerão muito, pois suas receitas dependem do petróleo.

    ? Hugo Chávez, presidente da Venezuela, vai ter de parar de beber champanhe e se contentar com guaraná ? brincou, ao acrescentar que posições políticas poderão mudar com a crise.

    Zylbersztain vê solidez no programa brasileiro de etanol e acredita que é muito pouco provável que seja afetado. Mas ressalta que a escassez de crédito será um problema, ao acrescentar que tudo dependerá de como o mundo vai se comportar.

    Jean-Paul Prates, analista e secretário estadual de Energia do Rio Grande do Norte, já é mais otimista. Diz que se o barril se mantiver num patamar de US$ 60 e US$ 70, a companhia não precisará fazer grandes cortes, mas prevê a suspensão da construção de uma refinaria.

    ? Não precisá ser um corte estrutural. Se deixarem de construir a refinaria do Maranhão já dá para reorganizar os recursos ? comenta. ? As empresas de petróleo estão ajustadas para lidar com grandes períodos de alta e baixa do petróleo.

    O especialista lembrou que em 1997, 1998, o barril do óleo chegou a valer US$ 11, mas nos últimos 10 anos teve elevação constante.

    Jean-Paul ressalta ainda que a refinaria do Rio Grande do Norte deverá ser uma prioridade da companhia, pois já existe, e com apenas R$ 300 milhões é possível dobrar a capacidade de produção diária. O plano é ver onde se gastará menos.

    A Petrobras não quis comentar o assunto. Por meio de nota, na quarta-feira, informou que adiou a divulgação do plano de negócios para o final do ano, em função da necessidade de concluir as análises dos projetos, frente às novas condições conjunturais.

    Fonte: JB Online

  • Cresce poluição de países ricos

    Cresce poluição de países ricos

    18/11/2008

    A emissão de gases poluentes nos países industrializados cresceu na primeira metade desta década, informou a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que monitora os sintomas a mudança climática na Terra. De acordo com anúncio feito na segunda-feira pelos especialistas internacionais, os países ricos poluíram 2,3% mais entre 2000 e 2006, mesmo com os repetidos alertas dos cientistas sobre o risco dos efeitos dos gases poluentes sobre o planeta.

    Conforme um porta-voz da ONU, os países desenvolvidos precisam entrar em ação rapidamente para começar a evitar o impacto mais grave da mudança climática. No mês que vem, os representantes de dezenas de países discutirão o tema num encontro na Polônia. A negociação anual organizada pela ONU é cercada da expectativa de que as nações ricas e emergentes finalmente entrem em acordo e consigam estabelecer algum tipo de protocolo para combater o aquecimento.

    Os números divulgados nesta semana, entretanto, não deixam muita margem para perspectivas positivas. Segundo os cientistas consultados pelas Nações Unidas, os países que mais aumentaram sua emissão de poluentes foram os ex-integrantes do bloco soviético e o Canadá. Em 2006, último ano da medição, houve uma queda de 0,1%, mas a ONU considera a variação estatisticamente insignificante. O Canadá subiu seus números em 21% desde 1990.

    Fonte: Veja Online

  • Argentina torna obrigatória mistura de etanol à gasolina

    Argentina torna obrigatória mistura de etanol à gasolina

    14/11/2008

    A partir de 2010, toda a gasolina vendida na Argentina conterá 5% de álcool, anunciou hoje o ministro de Planejamento, Julio De Vido. "O uso será obrigatório", disse, acrescentando que o porcentual da mistura poderá aumentar de acordo com a capacidade de produção no país.

    "A medida levará a um aumento na produção de energia, maior diversidade à cadeia de fornecimento e à maior oferta de combustível", afirmou De Vido durante discurso no Ministério da Economia.

    A Argentina tem se esforçado nos últimos anos para produzir combustível suficiente para atender a uma demanda interna crescente. Uma lei de 2007 exigia que os consumidores usassem a mistura de 5% de etanol ou diesel a partir de 2010, mas o governo mudou a lei em favor do álcool produzido a partir da cana-de-açúcar.

    De Vido disse que a medida faz parte de um programa nacional de promoção dos biocombustíveis, que pretende aumentar a produção e o consumo de energias limpas e renováveis. O ministro do Planejamento, conhecido no país como o "czar" da energia, disse que o plano prevê investimentos privados de mais de US$ 500 milhões na produção de cana-de-açúcar nas províncias do norte argentino. Contudo, ele não forneceu mais detalhes.

    Segundo De Vido, a Argentina deve inicialmente produzir 300 milhões de litros de álcool por ano, volume que depois passará a 600 milhões de litros, mais que suficientes para atender a demanda a partir de 2010. O ministro explicou que um novo sistema de preços "irá garantir aos produtores de açúcar um lucro permanente e razoável", além disso, incentivos fiscais serão garantidos às companhias que investirem no setor. As informações são da Dow Jones.

    Fonte: Estadão

  • Dos R$ 3 bilhões destinados a obras em rodovias, menos de 10% foram utilizados

    Dos R$ 3 bilhões destinados a obras em rodovias, menos de 10% foram utilizados

    06/11/2008

    Apesar do embalo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com a construção de novas estradas, o governo federal tem negligenciado as rodovias já existentes, deixando milhares de quilômetros esburacados às vésperas das chuvas de verão. Reportagem de Leila Suwwan publicada nesta quinta-feira no GLOBO mostra que, segundo dados do Orçamento federal, menos de 10% dos R$ 3 bilhões destinados a obras de manutenção e recuperação em 2008 foram utilizados até o início de novembro.

    É o pior desempenho dos últimos anos, mas o governo afirma que este é o preço da transição entre o antigo modelo quebra-galho da operação "tapa-buraco" de 2006 e o novo modelo de projetos plurianuais de restauração e conservação, cujos efeitos só devem ser sentidos pelos motoristas no segundo semestre de 2009. Até lá, a recomendação ao motorista é ficar atento ao encarar as rodovias neste fim de ano.

    Os dados mais recentes sobre o tema, da pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) de 2007, apontaram que mais da metade (54,5%) das rodovias brasileiras - cerca de 47 mil quilômetros - estavam em condição péssima, ruim ou regular. Para recuperar a malha viária, seriam necessários investimentos de R$ 23,4 bilhões apenas em reparos e recapeamento asfáltico. Mas os orçamentos para os reparos do asfalto em 2006 e 2007 ficaram na média de R$ 3 bilhões ao ano, sendo que menos da metade dessa verba foi efetivamente utilizada.


    A baixa execução orçamentária é um drama histórico nessa atividade. Em 2006, foram pagos 43% do total previsto para o ano. Em 2007, esse percentual foi de 44%. Mas, este ano, o percentual é ainda mais baixo: o valor total liquidado e pago por todas as obras no país até agora é de apenas R$ 293 milhões.

    - O tapa-buraco foi o que era possível fazer na situação emergencial em que estávamos (em 2006). A diferença agora é que estamos em fase de transição de modelos de gestão. Saindo dessa sistemática antiga para dois programas mais elaborados, precisos e planejados - disse o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot.

    Rio está entre os estados que receberam menos

    Com mais de dois mil quilômetros de rodovias federais, o Rio de Janeiro foi um dos estados que receberam menos verbas federais para obras de manutenção de estradas este ano. O governo federal só desembolsou 0,3% dos R$ 109 milhões previstos no orçamento para este fim. Apenas a BR-101 recebeu recursos, e mesmo assim eles não chegaram a 1% dos R$ 45 milhões reservados para a rodovia, considerada uma das mais perigosas do país.

    Em termos de manutenção de estradas, o Rio só ficou à frente de São Paulo, que não recebeu um centavo dos R$ 33,7 milhões previstos no orçamento, segundo dados do Siafi. Mas as estradas em São Paulo ocupam o topo do ranking das melhores pistas do país, boa parte delas administrada pelo governo do estado ou por concessão. Metade das rodovias é considerada ótima e apenas 27% estão em situação péssima, ruim ou regular, segundo a pesquisa da CNT de 2007, a mais recente disponível.

    Em Minas, 8 mil buracos no caminho

    Em Minas Gerais, estado com a maior malha rodoviária do país, apesar das obras de recuperação, reportagem de Itamar Mayrink e Anderson Alves mostra que ainda são muitos os buracos e pontos críticos nas rodovias. De acordo com o Dnit, Minas tem 35 trechos de estradas federais em situação crítica e outros 42 pontos que exigem atenção dos motoristas. Buracos, falta de pavimentação, queda de barreiras e desmoronamento de pista são os principais problemas.

    Nos trechos mais danificados da BR-040, entre Curvelo e Felixlândia e entre Ouro Preto e Congonhas, há mais de oito mil buracos. Dos 773 quilômetros da BR-040 administrados pelo Dnit, 510 não têm contratos de manutenção.

    Fonte: O Globo Online


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